Você é Generosa com o que vê no Espelho?

 

Pouco tempo atrás, postei uma foto de corpo inteiro em frente a um espelho, perguntando quem tinha um desses em casa. Comentava como era bom poder se ver dos pés à cabeça e, dessa forma, ter mais controle sobre o visual. Minha observação era simples e sem grande profundidade. Falava apenas sobre o físico, a harmonia entre as peças escolhidas e sua adequação ao corpo. Coisas que um espelho grande e vertical facilita enxergar. 

Hoje, volto aqui no Lolla para abordar outra questão, também relacionada ao nosso reflexo no espelho: qual seu grau de intimidade com si mesma? Sente-se confortável com sua presença? Essa é uma das perguntas que faço no questionário que envio para as minhas clientes no início da consultoria. Também peço que fiquem em frente ao espelho, durante 3 minutos, e escrevam o que diriam para elas próprias. São apenas alguns exercícios para aquecer e abrir frestas.

Para quem não está familiarizado, um dos grandes objetivos da consultoria de imagem é o autoconhecimento. Antes de se gostar, é preciso se aceitar. Pergunto aqui: por que fazemos tanto esse exercício de aceitação com os outros e esquecemos, muitas vezes, de praticar com nós mesmas? 

Tem me chamado a atenção, em alguns atendimentos, a dificuldade de algumas mulheres em se olhar diretamente nos olhos. Espontaneamente olham para o decote, para a cor da blusa, comentam algo aqui, algo lá… mas não se encaram. 

Conversando sobre isso com minha sogra, ela citou um texto extraído por ela mesma de um livro, perfeito para essa e reflexão, e o transcrevo aqui:

“Em uma história de Jay Holstein, um rei lançou um concurso. Quem respondesse à pergunta: ‘o que é mais difícil de olhar no mundo?’, receberia grandes riquezas e se casaria com a filha do rei. Um candidato disse: ‘A coisa mais difícil de olhar no mundo é o deserto durante uma tempestade de areia’. Outro disse: ‘A coisa mais difícil de olhar no mundo é o sol que nos cega’. O ganhador disse: ‘O mais difícil de ver no mundo é um espelho’. Devemos nos ver como realmente somos e refletir sobre o que vemos. Temos que aprender o que significa ser real e o que devemos fazer para sermos reais.” 

A intimidade com a nossa imagem, se não adquirida ao longo da vida, requer um trabalho que toma tempo, dedicação e pré-disposição para se alcançar. O autoconhecimento, a valorização da imagem, o questionamento, a memória da nossa própria história são passos importantes para a conquista dessa relação íntima. E, como relatado por várias mulheres para mim, é uma conquista libertadora e feliz. Um caminho para sermos reais, como escreveu Jay Holstein. 

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by Renata Perlman

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