Uma reflexão sobre o Natal 

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Originalmente, a pauta deste texto era sobre a maratona de filmes natalinos que faço todos os anos nesta época, no entanto, como falar sobre o Natal sem antes vivenciar mais uma vez toda a experiência natalina? O Natal é para mim, sem dúvida, a melhor época do ano. Até mesmo porque a preparação e expectativa que envolvem a data eu levo comigo por onde eu for. Já passei por diferentes experiências de Natal que me mostraram como tudo é possível: Milagres, gentilezas, surpresas boas, aprendizados… Natal idealizado, Natal em país que não comemora o Natal.. e por aí vai. Ah, também já vivenciei decoração de Natal em Julho, o que foi super incomum e inusitado. 

Quando paro pra pensar na minha relação com o Natal, penso em mil coisas: primeiro tento buscar um adjetivo para me caracterizar e nessa busca me perco entre feliz, alegre e até mesmo boba (ou então… qual seria o oposto do Grinch?) e agradeço pelo quão afortunada eu sou por ter nascido numa família que aprecia tanto a época, e por ter amigos que entendem e contribuem para essa minha paixão. Amo decorar a árvore ao som de músicas natalinas, as quais ainda não consegui escolher a minha preferida em anos. Ouço os álbuns de Natal freneticamente (Dos mais recentes: Diana Krall, Il Divo, Michale Bublé ou os mais clássicos – há sempre espaço pra mais um). Fico sempre à espera da minha mãe cozinho e cantando: “E o que você fez?” Com aquele antigo cd da Simone ao fundo, que conseguimos recuperar graças ao Apple Music. 

Tem o clássico tour de Natal também! Após ver um ou dois filmes na tarde do dia 24, fazemos uma pequena visita aos que amamos, já que não estaremos todos juntos na noite, e ao chegar em casa sempre temos um pequeno momento de gratidão, por não ter ninguém doente ou no hospital, por estamos juntos, e pedimos pelos que estão trabalhando e não podem passar o momento com a família. Porque o Natal é muito mais do que aquele momento único em volta da mesa, envolve pensar nos outros também. 

Uma vez, há muitos anos, uma de minhas melhores amigas pegou um vôo na noite de Natal. Eu lembro que eu a questionei muito por isso, e ela me disse algo que eu nunca me esqueci: “O Natal, amiga, vive em mim. É um estado de espírito, não uma data. Onde quer que eu esteja naquele dia, tenho certeza que eu viverei o Natal”. Então, pensei em todas as vezes que querendo estar com a família na data, estive longe e feliz. Lembro da delicadeza de um estranho que me fez rabanadas na Índia, enquanto eu chorava pensando que não comeria meu prato de Natal naquele ano, me lembro do motorista de Uber que correu para que eu não perdesse minha reserva num restaurante maravilhoso em outra véspera de Natal, me lembro do amigo que me levou para conhecer um palácio e deixou meu dia diferente… me lembro daqueles que, mesmo longe, me mandam cartões de Natal e enchem a minha árvore com um carinho que me remete à infância. Dos filmes que vi e me ensinaram tanto, não apenas sobre tradições ao redor do mundo, mas que sempre enchem meu coração de esperança. O meu Natal, sempre começa em Outubro, com os meus filmes preferidos.. em Novembro começam as decorações, e em Dezembro, finalmente, os abraços e desejos de que seja uma data feliz e cheia de amor.

Porque o Natal é sobre isso: amar e amar sempre, permitindo que esse espírito não nos abandone nenhum dia do ano novo até que seja Natal de novo e o ciclo recomece.

P.S. A Receita de Rabanada da Avó da Helena e Tradições de Natal.

Helena Vilela

by Helena Vilela

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