O caso de marcar hora para tirar o cérebro do trabalho e se obrigar a ter ócio criativo

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A nossa vida hoje está cheia de deadlines. Tenho até as 18horas para enviar esse trabalho, às 18h30 preciso ver isso, às 19h … E por aí vai.

São tantas coisas acontecendo juntas que é fácil se deixar inundar. E quando a gente vê, está só nadando contra a correnteza tentando resolver as coisas e não pode parar. Bem, mas pode. E deve. Uma coisa que já aprendi e venho tentando me obrigar a fazer é o tal do ócio criativo. Permitir-me ficar entediada. Permitir-me tentar fazer algo sem pensar no trabalho. Veja que falei tentar… Quando a gente trabalha com criatividade, a sensação é que o trabalho nunca para. Existe um “ditado” que diz: O designer não se aposenta, ele morre. Isso quer dizer, a gente nunca para de criar, pensar, ver problema e entender qual a forma mais harmônica de solucioná-lo.

E isso está ótimo, porque é uma delícia praticar um oficio que faz parte da nossa identidade e muitas vezes não parece um trabalho, no sentindo maçante da palavra. Mas, muitas vezes ele é sim. E como é! Nem tudo são rosas, não é mesmo?

Por isso, é fundamental, deixar a cabeça relaxar para que as conexões neurais possam trabalhar com sucesso. A gente literalmente esgota o nosso cérebro e quando vê está dando murro em ponta de faca. Tentando tirar leite de pedra. Batendo a cabeça contra a parede. São todas essas as sensações quando você precisa entregar algo, mas já está esgotada.

Reza a lenda, que Dali tinha suas melhores ideias quando estava naquele estágio entre dormindo e acordado, quando se está pegando no sono. E por isso dormia com um lápis e um caderno à mão, para anotar suas ideias nesse momento meio adormecido. Nessa entrevista com a Roxanne Assoulin (designer daquelas pulseirinhas coloridas de NY que a gente ama) ela conta que marca hora no calendário para ser criativa. Tudo isso para dizer, que não devemos nos sentir culpadas em às vezes, deixar o trabalho descansar e irmos nós também descansar. Ir encontrar o marido/namorado num jantar sem celular, ver um filme, ler um livro. Sem culpa que o trabalho possa acumular. Ele não está acumulando, você está trabalhando agora em você.

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Maria Ruth Jobim

by Maria Ruth Jobim

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