This is 30! Sobre Maturidade e Expectativa dos 30 anos.

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Quando eu fazia aulas de redação no ensino médio, um recurso muito admirado pela minha professora era quando usávamos citações. Eu lembrei desse momento hoje quando me sentei para escrever esse texto, que começou a ser criado em meio à uma pandemia, mercúrio retrogrado e inferno astral, ou seja: em meio ao caos. Como falar de maturidade e amadurecimento num momento em que estamos todos vulneráveis de alguma forma? Até a pessoa mais equilibrada que eu conheço “deu uma surtada”, e então me peguei pensando se a tal da maturidade não é um processo de idas e vindas, tal qual a vida.

Perguntei ao Google o que era maturidade, uma vez que ela pode ter múltiplos significados. Sua resposta foi simples: “estado, condição (de estrutura, forma, função ou organismo) num estágio adulto; condição de plenitude em arte, saber ou habilidade adquirida”. Levando em conta que conheço muitos adultos imaturos, selecionei a parte que me interessava: plenitude… E aí me lembrei o porquê de eu querer escrever este texto…

Em meio à pandemia eu me senti tão madura, sabe quando você consegue “enxergar” os resultados de tudo aquilo que você vem trabalhando em você mesmo? Ainda assim, tive meus momentos de infantilidade, quis sair correndo e apenas chorei quando me dei conta de que não podia. Mas entendi que tudo bem isso acontecer, pois até a pessoa mais madura do mundo deve ter seus episódios também.

Às vésperas do meu aniversário me peguei refletindo sobre algumas atitudes, especialmente sobre como amadurecer é um processo, acontece aos poucos, com o tempo. O amadurecimento vem em tempos diferentes para cada um, tempos estes que não obedecem ao relógio. Essa semana conversei com a minha prima sobre uma situação qualquer, não me lembro exatamente, e perguntei a ela se poderíamos entender o que aconteceu como uma reação imatura ou louca da pessoa que a praticou. Sua resposta me deixou pensativa… ela me disse que depende da pessoa que observa, mas com certeza deve ter sido necessária para quem a praticou.

No meu caso, julgo que o amadurecimento veio carregado de pequenos gestos. Aprendi a dizer não (aliás, ainda estou aprendendo, mas já foi um começo!). Aprendi a deixar de seguir quem não me traz positividade, sejam marcas, pessoas próximas ou qualquer outra conta. Aprendi que amizades também podem ser tóxicas e que tudo bem colocar no “mudo” uma pessoa na vida real. Não responder alguém também é uma resposta. Alguns gestos imaturos podem ser encarados com maturidade por serem libertadores de padrões e expectativas daqueles que nos rodeiam. Eu mesma tinha tantas expectativas para os 30 anos que hoje, a dias de fazer 29, me desfaço de todas elas para viver com calma o dia a dia, descobrindo cada coisa que está por vir. Errando, aprendendo, ajustando a rota, adiantando ou adiando eventos no calendário, e sempre me surpreendendo com o inesperado.

Helena Vilela

by Helena Vilela

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