Let’s Talk Sex: Um Q&A sobre Sexo e Relacionamento, Sponsored by Nuasis

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Semana passada demos start as conversas sobre sexo e relacionamento que vão aparecer aqui no lolla durante o mês de Agosto (parte do tema do mês, conversations), com uma entrevista com a Laura Magri, empreendedora e founder da Nuasis, um sex shop cool & chic, com uma curadoria de produtos e de conteúdo impecável. Eu sou uma grande defensora do diálogo e da informação, mas acredito que apesar de todo o acesso e educação que temos, ainda ficamos inseguranças de trocar pensamentos e perguntas tão íntimas com conhecidos.

Por isso, juntei algumas perguntas que vocês fizeram pelo Instagram (thank you very much) e convidei a Susana Muszkat, psicanalista e analista de casais e família, para responder e conversar sobre nossas duvidas. Enjoy! 

Q.

Eu não fico confortável em fazer o “first move” com meu marido/namorado. E ele fica frustrado pq pareço desinteressada. Como mudar isso?

Tomar a iniciativa, com frequência, para nós mulheres, vem acompanhado de algo que há séculos nos vem sendo transmitido pela nossa cultura: a de que mulheres não devem demonstrar interesse sexual, que isso é coisa para os homens, e que mulheres que exibem seu desejo sexual são mal vistas. Na cultura patriarcal em que vivemos, ainda que possamos identificar muitas mudanças –como por exemplo, esse espaço aberto para falar de relacionamentos sexuais- ainda existe um ideal de mulher recatada, tímida sexualmente, que atende ao seu companheiro, mas não toma a iniciativa pra “não pegar mal”. Bom, se isso tem sido algo frustrante para ambos – para o companheiro por achar que você está desinteressada, e para você por não se sentir com coragem para fazer o “first move” ainda que o deseje, sugiro começarem a fazer esses “moves”, conversando, abrindo o jogo. Nada como uma conversa sincera para esclarecer os mal-entendidos que com frequência são motivo de desencontros nos casais. A partir dessas conversas, o gelo irá “derreter” e vocês irão, aos poucos, estabelecendo momentos de mais intimidade. Sexo é algo muito íntimo e precisa ser construído em conjunto.

Q. 

Como introduzir o assunto masturbação feminina com o parceiro sem ele surtar?

Bem, ao longo de muito tempo, masturbação foi tido como um tema tabu até mesmo para homens. Os pais diziam que cresceriam pelos nas mãos, o rosto ficaria cheio de espinhas, e tantas outras lendas pra coibir a sexualidade exercida de forma prazerosa, fosse com um/a parceiro/a, fosse sozinho. A cultura judaico/cristã sempre controlou a sexualidade e os corpos dos sujeitos, afirmando que a finalidade exclusiva da atividade sexual é a procriação. Assim, a sexualidade exercida dissociada de desta função, e exclusivamente por prazer, ainda nos dias de hoje, é reprimida e criticada, pois assusta. Casamento e filhos, continuam sendo, em nossa cultura, os atributos mais valorizados para as mulheres, até mesmo pelas próprias mulheres!

Então, masturbação vai nessa linha, a do prazer pelo prazer, sem um fim tido como “mais elevado”. Contudo, masturbação é via de regra, algo feito individualmente, e aí, vai de cada um querer ou não compartilhar essa informação com o parceiro. Privacidade também deve ter espaço num relacionamento.  Se, no entanto, o parceiro se assusta com o pedido ou mesmo em simplesmente saber que sua companheira tem desejo de se masturbar, será que ele se assusta com o desejo e iniciativa da companheira? Ou será que ele  se sente ameaçado em sua masculinidade, achando que o motivo da masturbação tem a ver com uma falha sua, em não  satisfazer inteiramente sua companheira? Novamente, vale abordar esses temas numa conversa, pois a ideia de que alguém deve suprir tudo para outra pessoa, preencher todas as necessidades, é fonte de muitas frustrações, e reproduz uma idealização oriunda da infância, onde a mãe é a fonte de todo o prazer da criança pequena.  Isso não é o caso nas relações adultas!

Q.

Estamos caminhando para um mundo com menos tabus em relação à sexualidade feminina?

Essa pergunta é um sim e também um não! Embora haja muito mais espaço nos dias de hoje para relações mais igualitárias, onde tanto homens quanto mulheres podem experimentar lugares anteriormente muito rigidamente definidos para cada gênero, sabemos que ainda há muita diferença em como homens e mulheres são vistos e criados em nossa cultura. E se olharmos bem, as diferenças são determinadas pelo sexo biológico. Pais criam seus filhos meninos e meninas de maneira diferente. Algumas pessoas, querendo eliminar totalmente as diferenças, radicalizam e criam seus filhos de maneira “neutra”. Obviamente não existe neutralidade na criação de filhos e qualquer direção que se tome é sempre uma escolha, portanto não neutra.  A questão não se trata de eliminar diferenças, mas que essas diferenças não impliquem em valores positivos ou negativos atribuídos a elas. Ideias generalistas de que mulheres são mais frágeis, menos competentes, e de que  homens,  são mais fortes, corajosos e hábeis em todas as esferas, devendo proteger e cuidar das mulheres, são as ideias tabus que impedem relacionamentos mais equitativos em nossa sociedade.

Q.

Não sinto prazer algum com penetração. É quase um incômodo. A excitação vem mais pelo ato em si, estar com a pessoa etc, mas isso me preocupa as vezes. É normal? 

A ideia de normalidade, de se estar dentro da norma, já responde a essa pergunta. Padrões normativos impedem que cada sujeito se exerça sexualmente de maneira legítima e segundo seus desejos. Não existem normas para a atividade sexual. A dor e o incomodo, normalmente tem a ver com vivencias repressivas,  de críticas e expectativas em relação ao ato sexual. É sempre importante verificar se não há nada orgânico ocasionando essa dor, numa consulta com seu ginecologista. Se isso for descartado, pense se a área sexual é a única onde você é crítica e exigente consigo mesma, pois isso provavelmente se estende a outras áreas da sua vida. Nesses casos, um processo terapêutico, uma análise, pode te ajudar a encontrar o que é normal e prazeroso para você.

E aqui algumas de dicas de gadgets da Nuasis, com curadoria da Laura

first vibrator - Let's Talk Sex: Um Q&A sobre Sexo e Relacionamento, Sponsored by Nuasis

  1. Massageador Iroha Sakura / 2. Vibrador Temari Mizu / 3. Massageador Iroha + Kushi

 

Esses 3 gadgets são da Iroha, uma marca japonesa feita por mulheres para mulheres. Eles tem uma textura especial e são tão lindos que podem ficar expostos na bancada do banheiro.

 

fun together - Let's Talk Sex: Um Q&A sobre Sexo e Relacionamento, Sponsored by Nuasis

  1. Vibrador Funfactory Manta / 2. Satisfyer Partner Multifun 3 / 3. Satisyer Partner Multifun 2 

 

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Susana Muszkat é psicóloga pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (ABPSP). É analista de casais, de famílias e individual – para marcar uma consulta ou falar com a Susana entre em contato pelo email [email protected] 

O Lolla é um blog de conteúdo que busca assuntos relevantes e atuais do nosso cotidiano para serem debatidos. Consulte um médico ou especialista se você sentir que precisa de ajuda em alguma área discutida no blog.

Acompanhe o lolla para ler mais pautas sobre sexo e relacionamento durante o mês. Leia aqui a entrevista com a Laura Magri, founder da Nuasis.

Rosa Zaborowsky

by Rosa Zaborowsky

Editor & Founder of Lolla.

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