a51df3fd92d73cd52c5231f589b5d4bd - Insônia na Pandemia? Entenda mais sobre seu SONO

Segunda-feira, aquela dificuldade em acordar cedo, vontade de ficar mais uns minutos (horas) na cama… Quem se identifica?

 

Hoje em dia me considero uma ‘early bird’, mas nem sempre foi assim. Amava ficar acordada na madrugada, em frente a uma tela de computador navegando na internet, devorando uma série inteira ou jogando The Sims quando mais nova. Já tive que lutar muito para abrir os olhos de manhã e brigar com o despertador usando minha maior arma, o ‘soneca’. Mas a vida adulta me transformou rapidamente na velha senhora que acorda cedo sem despertador, não raro antes das 8. E eu gosto disso. 

 

Para mim, acordar cedo sempre foi um remédio contra a minha ansiedade. Ouvir a cidade quieta e pensar que todos estão a dormir, me traz paz. Dedicar algumas horas da minha manhã a mim mesma é um ato de amor-próprio. Ao acordar, costumo meditar, alimentar meus gatos, triturar os grãos de café e com ele pronto, sinto que meu dia pode começar. E você, prefere ficar acordado até tarde depois que todos foram dormir ou acordar cedo com o sol?

 

No livro ‘Por que nós dormimos’, de Matthew Walker, diretor do Centro de Ciências do Sono Humano da Universidade da Califórnia, em Berkeley, é exemplificado como todo ser humano tem um ‘cronotipo’ – existem 3 diferentes tipos – que funciona em um ritmo circadiano – 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico -, uma espécie de relógio interno, que coordena uma queda na temperatura corporal ao se preparar para o sono, e liga novamente na hora de acordar. “Pessoas noturnas não são corujas por escolha própria”, escreve ele. Na verdade, esses relógios internos estão escritos em nosso DNA, ou seja, não é algo consciente, mas sim um destino genético. Inclusive existe um diagnóstico oficial chamado ‘síndrome do atraso das fases do sono‘ (SAFS) que se refere “a qualquer pessoa que adormece horas depois do horário “convencional”’.

 

Benjamin Franklin disse uma vez “dormir cedo e acordar cedo torna o homem saudável, rico e sábio”, reforçando um fato: a sociedade gosta de gente matutina. A revolução industrial impôs que quanto mais cedo os trabalhadores operassem as máquinas, melhor. O surgimento do café e chá no século XVIII permitiu, inclusive, que os trabalhadores alterassem artificialmente seus horários de acordo com o que precisavam. Com o passar do tempo, isso foi gerando a sensação em muitas pessoas de que a sociedade não foi construída para acomodar o ciclo de sono delas.

 

O lado bom é que isso tem mudado cada vez mais, por exemplo, empresas aderindo horários flexíveis. Pessoas têm lutado por mudanças, como é o caso do grupo B-Society criado por Camila Kring com a intenção de defender as ‘corujas’ através de lobby para encerrar o horário de verão, promover horários de trabalho flexíveis e ajustar horários de início nas escolas e, assim, “apoiar diferentes cronotipos humanos”.

 

Apesar do meu relógio biológico funcionar muito bem, eu sei e convivo com muitas pessoas que sofrem para conseguir dormir e como se não bastasse isso, tiveram o sono ainda mais ‘roubado’ e seus problemas agravados pela pandemia. Apelidada de ‘coronasonia’, o fenômeno está associado ao stress da vida durante a COVID-19. No Reino Unido, ao invés de uma em seis pessoas, a insônia passou a atingir uma em quatro pessoas. Na China, as taxas de insônia aumentaram de 14,6% para 20% durante o pico e, no Brasil, 74% dos entrevistados adquiriram um ou mais problemas de sono. Vocês têm conseguido dormir bem?

 

A verdade é que ‘talvez o seu problema de sono, não seja de fato um problema.’ Existem poucas evidências de que os noturnos possuem menos sucesso do que os madrugadores. De um lado temos Tim Cook, da Apple, e Robert Iger, ex-CEO da Disney, que supostamente se levantam entre 4h e 4h30, mas do outro, temos Mark Zuckerberg e Jeff Bezos que não costumam marcar reuniões antes das 10h. 

 

O importante é observar que horas do dia você está mais alerta, inteligente, inspirado e criativo e abraçar o seu cronotipo. 

 

Editor’s Note:

Se você é do time afetado pela corona insônia ou tem dificuldade de dormir, algumas dicas de como melhorar seu sono:

  • Desconecte-se dos aparelhos eletrônicos e telas, de 1h a 2h antes de dormir. Sim, é difícil, mas uma dica que ajuda muito é colocar seu celular para carregar longe da cama, bem longe de preferência.
  • Prepare seu espaço do sono. Nós adoramos ascender a vela do Lolla e pingar uma gotinha de óleo essencial de lavanda no travesseiro –  saiba mais sobre como usar óleos essenciais aqui.
  • Outro cheirinho que amamos para dormir é o Bonne Nuit Ma Chérie da Atelier Ma Parfum. A Marina já apareceu aqui no Lolla e várias queridas do Lolla Community já testaram e garantem: faz milagres, inclusive para as kids.
  • Para diminuir a ansiedade, a melhor técnica é focar na respiração. Existem vários aplicativos que podem te ajudar, nosso time já testou alguns e gostou da interface do IBreath e do Respire, ambos disponível na App Store e Google Play. O Calm també um app muito conhecido e tem até um botão sleep, com músicas e histórias para adultos dormirem.
  • A combinação cházinho calmante + livro é imbatível. Temos algumas dicas de livros aqui e adoramos as recomendações do @Book.ster. Se você não é da turma da leitura, um audiobook é uma boa substituição. A dica do Lolla é: escolha livros com histórias, romances, ficção, etc. A ideia é desconectar seu cérebro e não fazer ele trabalhar mais com livros teóricos que trazem informações que você precisa absorver.

 

Lembrando que tudo isso funciona bem se você criar uma rotina de self-care do sono. Trust us, sua vida vai melhorar muito com um sono de qualidade. Sweet dreams!

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Texto adaptado da Newsletter Eat Your Nuts para o Lolla

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by Beatriz Muroch (Eat Your Nuts)

Be Muroch é uma comunicóloga paulistana, morando em Londres, onde se dedica para sua newsletter semanal e instagram @EatYourNuts, sobre atualidades e assuntos criativos que rolam pelo mundo.

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