Dentro da Casa de uma Hunter de Tapetes Vintage

Lolla Team

A gente descobriu o perfil da Mariana no Instagram, que é como todas as coisas legais acontecem hoje em dia. O paraíso dos vintage rugs, um lugar onde me sinto confortável o suficiente para assumir que eu coloquei um tapete vintage na minha cozinha (não sei o que a Mariana acha disso). Have a sit and welcome to the rua heaven!

Q. Nome e @

Mariana Wakim e @tapilogie 

Q. Bairro e # de Quartos

Vila Olímpia e 2 quartos.

Q. O que você mais gosta no bairro?

Q. Há quanto você mora aqui?

Estou há dois meses morando em um apartamento de transição – um imóvel que é do meu namorado e fica na vila olímpia. Viemos pra cá pra deixá-lo prontinho pra vender, e inclusive já está quase vendido (fingers crossed). Nossa ideia é logo na sequência comprar um apto em Pinheiros, bairro onde queremos fincar residência na nossa forever home. Mas ele está super decoradinho com a nossa cara, principalmente por conta de ser o cenário das minhas fotos para Tapilogie. 

Q. Com quem você mora (animais inclusos)? 

Moro com meu namorado Luis Vilela (apelido Vila) e meu doguinho adotado Nelson. 

Q. O que você pensa na hora de decorar? 

Pra mim, decorar a minha casa é um ato de afeto. Minha maior prioridade é sempre o aconchego – estar cercada de coisas que amo, que me remetem histórias que gosto de contar e reviver. Busco trazer esse aconchego através de livros, plantas, tapetes, velas, almofadas e pontos de luz estratégicos. Também gosto muito de misturar estilos, e aqui em casa fazemos isso o tempo todo, pois o Vila é mais modernista e gosta do estilo mid-century, e eu sou mais “rococó-romântica” e gosto de uma pegada vintage francesa. Nós dois amamos garimpar móveis antigos e misturar épocas. Acho que esse exercício de deixar a casa equilibrada com a cara dos dois é o que deixa ela com personalidade. 

Q. Com o que você trabalha? 

Toda minha carreira foi em gestão de projetos e produtos digitais, e trabalhei em lugares como  Enjoei e D3 estudio (uma consultoria de design e tecnologia). Hoje estou fazendo gestão de produto apenas como consultora freelancer em alguns projetos, e dedicando a maior parte do meu tempo à minha marca de tapetes vintage Tapilogie (@tapilogie), que comecei em agosto deste ano e foi onde consegui de fato exercer tudo que amo: trabalhar com itens de segunda mão, decoração e poder enfim trabalhar com uma estética própria. 

 

Q. Se eu fosse uma criança morando na sua casa, quais você acha que seriam as minhas memórias? 

Somos muito caseiros e mesmo antes da pandemia grande parte dos nossos momentos de lazer e convívio estavam conectados à casa. Uma criança teria como memória uma casa cheia de livros, momentos de leitura, de música e filmes, e muitos bons momentos passados em volta da mesa, seja no dia a dia (pois sempre fazemos as refeições com bastante cerimônia mesmo que seja um jantar de segunda-feira) ou no fim de semana, em encontros com amigos e família (antes da pandemia adorávamos receber e fazíamos isso quase todo fim de semana). Além disso, tem o fato de que agora eu não apenas trabalho de casa como também minha casa é o canvas para o meu trabalho – cenário para as fotos do Tapilogie. Acho que uma criança levaria na memória uma casa onde os móveis mudam de lugar com frequência, onde o tapete e os quadros na parede nunca são os mesmos, sempre em constante mutação para retratar os garimpos daquela semana.  

Q. O que você acha que a sua casa diz sobre você? E o que você quer que as pessoas sintam quando entram aqui? 

Acho que minha casa conta muito sobre mim. Gosto de pensar que somos a junção das nossas vivências e experiências, que juntas e misturadas trazem a nossa personalidade, nosso jeito de ser. Gosto de deixar isso transparecer na minha casa – cada quadro, objeto, livro, móvel, tem uma história e foi buscado e escolhido com amor e intenção para estar ali. E acho que é essa a história que quero contar para as pessoas que visitam meu lar – um “sneak peak” de muitas memórias e vivências que formaram quem sou. E quando moramos com outra pessoa fica ainda mais intenso – juntar essas histórias pra contar uma nova, combinada. 

Q. Qual seu lugar favorito na casa e porque? 

Meu cantinho favorito é essa parede de quadros com esse sofá dos anos XX que garimpamos no @jardinvelharia. Ele é muito confortável (de mola!), e é onde adoro deitar pra ler no fim de semana, ou onde sentamos pra tomar um vinho no fim do dia e conversar. 

Q. Quais são seus “home scores”?

Acho que são 3: nossas estantes de livro, tanto a que montamos com trilhos e mãos francesas, quanto o suporte vertical da @desmobilia são itens que sempre fazem muito sucesso e que dão um toque de aconchego nos espaços; e dois móveis vintage garimpados: um sofá florido do século XX e um aparador vitrola anos 50 que é um xodó, somos apaixonados pelo tom da madeira. 

Q. Alguma coisa que veio de família?

Nenhum dos nossos móveis veio das nossas famílias, que engraçado, não tinha parado pra pensar nisso. Acho que o estilo deles é diferente do nosso. 

Q. O que tem na sua casa que você gostaria de mudar e porque? 

Como estamos nessa apartamento que é transitório, acho que o que eu quero mesmo é mudar de bairro e começar a fazer a minha forever home, do meu jeito e em um bairro que eu ame.

Q. O que você está procurando há séculos mas ainda não encontrou? 

Estou em busca de um buffet anos 50, estilo midcentury, original em madeira e por um preço em conta do tamanho que preciso para compor minha sala de jantar, mas ainda não encontrei o perfeito: ou o tom da madeira não é o ideal, ou o tamanho não encaixa ou o preço é proibitivo, rs. Mas seguimos no garimpo e uma hora vou achar.

Q. Onde você olha para decor inspiration?

Sou completamente viciada em buscar e salvar referências. Instagram e Pinterest são as principais fontes, e amo todos os conteúdos das meninas do Histórias de Casa (@historiasdecasa). 

Q. Qual a melhor dica de “decor wisdom” que você já ouviu? 

Sei que sou um pouco suspeita pra falar isso, rs, mas sem dúvidas sobre a importância de um bom tapete para definir os espaços . Tapetes trazem aconchego e charme, e quando conversam bem com o estilo da casa são os aliados perfeitos para “fechar” a decoração dos ambientes. Além disso, ajudam a abafar ruídos e são uma forma de adicionar personalidade de forma descomplicada – não é necessário fazer reformas, furar paredes ou pintar: basta estender um tapete para transformar um cômodo e trazer um novo ar ao espaço. 

And that it that. 

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  1. Oi Rubia! A corrente com as medalhas é da Gemma e o pingente de globinho é da Luiza Dias 111 🙂

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