1 2 scaled - Interview: Priscila Peress Worcman - designer gráfica, empreendedora, small business owner e mãe da Maya.

1 2 scaled - Interview: Priscila Peress Worcman - designer gráfica, empreendedora, small business owner e mãe da Maya.

 

Pricila Peress Worcman: designer gráfica, empreendedora, small business owner e mãe da Maya, conta como foi o início de sua carreira, suas transições, empreender, o que a inspira e como se adaptou a rotina de home-office com uma baby em casa.

Leia abaixo!

 

Você sempre trabalhou com criatividade. Você sempre foi assim, a criativa da família?

R: Sim, sempre! Amo inventar, arrumar e criar coisas, principalmente relacionadas a estética.

 

Conta um pouco sobre como começou sua carreira como designer.

R: Quando tive que decidir qual faculdade queria fazer eu era muito nova, e optei pelo curso de Arquitetura e Urbanismo. Na metade do curso, percebi que apesar de estar próximo, não era exatamente onde eu queria estar… fui morar 6 meses em Barcelona, onde fiz um curso de design de interiores e na volta, pesquisando os cursos da área, me encantei pelo Desenho Industrial, na FAAP. No começo do curso já percebi que me encontrei: era exatamente disso que eu gostava! Consegui um estágio em uma agência super conceituada, onde trabalhei por 4 anos, foi lá que realmente aprendi quase tudo sobre design gráfico e me encantei!

 

E como foi quando você resolveu fazer uma mudança de carreira e partiu para empreender no mundo da moda com a T-Shirt?

R: Eu cai de paraquedas no mundo da moda. Um dia, encontrei uma amiga e contei para ela que estava começando minha carreira solo no design gráfico. Na semana seguinte, ela que ama moda, me procurou para ajudá-la a realizar um sonho: abrir uma marca de camisetas estampadas. Nesse caso, eu faria toda a parte de design e ela a produção das peças e divulgação, a proposta dela era para sermos sócias. Topei na hora, pois o investimento inicial era bem baixo e eu não tinha nada a perder. No inicio, além de uma delícia, foi uma descoberta: eu amava ver minhas artes nas t-shirts, e principalmente, amava que as pessoas estavam curtindo e comprando! O tempo passou, essa sócia teve que sair, e no lugar dela entrou uma nova sócia, agora estilista, que entende muito mais de moda do que nós duas juntas. Fui deixando rolar e foi o máximo! Crescemos bastante, contratamos funcionárias, aumentamos a produção consideravelmente, e expandimos para outras peças, novos tecidos, novas modelagens… foi uma escola para mim! Evoluímos tanto que por iniciativa da minha sócia, abrimos uma loja física em uma casa de vila incrivelmente charmosa. Foram 6 anos de uma experiência que me acrescentou muito como profissional!

 

No fim do ano passado você saiu da marca e voltou para a carreira de designer. Como foi essa transição de carreira, quase dupla?

R: Desde que minha filha nasceu, em 2018, comecei a olhar mais de longe  para minha carreira e notei que enquanto minha marca ia crescendo, eu ia me tornando uma empreendedora cheia de desafios malucos (empreender no Brasil não é nada fácil) e que sem perceber, havia me afastado do que realmente me faz feliz, que é o design gráfico. Digeri o assunto por algum tempo, pois até então eu nunca tinha imaginado sair ou descontinuar a marca, e depois de alguns meses tomei a decisão: eu queria mesmo mudar de rumo! Minha sensação de tristeza foi substituída pela compreensão de que meu trabalho dos últimos 6 anos não tinha sido em vão: eu era uma nova profissional, cheia de conhecimentos e experiências que eu jamais teria adquirido se não tivesse feito a marca. Passei a ser grata por tudo, e a me sentir mais preparada ainda para retomar minha carreira solo.

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Quais você acha que foram seus maiores aprendizados empreendendo no mundo da moda?

R: Aprendi sobre o processo de produção, sobre o mercado da moda e seus calendários malucos, aprendi que para se destacar você precisa realmente ter um propósito, um grande diferencial, e que hoje em dia quem não pensa em sustentabilidade no produto/venda, já não tem espaço no mercado. E principalmente, que empreender no mundo da moda é uma loucura, que precisa amar demais o que faz pra seguir em frente, rsrs.

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Agora conta como é seu novo dia a dia trabalhando de casa com uma baby?

R: Todas as mães que trabalham em casa precisam trocar essas dicas. Eu amo trabalhar de casa, sempre amei. Mas sem dúvida com minha filha tive que adaptar algumas coisas. Para começar, eu tenho ajuda! Sem isso, seria praticamente impossível… quem é mãe sabe. Então criei uma rotina de acordar, tomar café da manhã (minha refeição favorita) com ela e meu marido e depois me trocar como se fosse sair para trabalhar fora. Montei um cantinho no qual consigo me concentrar enquanto a Maya brinca com a babá. Almoçamos juntas e depois tira uma soneca, momento em que mais consigo focar! Lá pelas 18h ela janta e toma banho, quando ela dorme é o momento de jantar com calma com o maridão e curtir um livro ou seriado. É claro que por ser autônoma, a rotina não é tão engessada, então as vezes consigo curtir uma manhã ou uma tarde com minha filhota, e amo esses momentos!

 

O seu traço é super feminino e minimalista, é um balanço especial. Da onde vem a sua inspiração?

R: Tudo que vejo e vivo pode servir de inspiração: um livro, um filme, um passeio, uma viagem… estou sempre atenta e tentando enxergar além do óbvio no que vejo. Sobre meu traço, acho que vem da minha personalidade. Por mais que nós, designers, tenhamos a obrigação de captar o cliente e seu estilo, é impossível não deixar um pouco do nosso traço pessoal no que criamos.

 

O que você mais gosta de criar como designer?

R: Adoro criar identidade visual para empresas! Participar de tudo desde o início, conseguir enxergar a essência de cada cliente e ajudar a tirar a ideia do papel! Outra coisa que gosto muito é editorial: apresentações digitais, anúncios, flyers, catálogos, etc!

 

Como é seu processo criativo?

R: Começo pesquisando o segmento do cliente, seu público-alvo, sua concorrência e seu entorno. Com isso consigo anotar insights do que acho importante valorizar na criação, e começo a montar um moodboard (painel conceitual). O moodboard me ajuda muito na criação! Nele seleciono imagens que transmitem a personalidade do cliente e consigo transformar esse “mood” em formas/cores/símbolos/tipografia.

 

Fora a sua carreira como designer, você também toca um small business. Fale mais sobre a Less Design e seu papel na empresa.

R: A Less Design é minha empresa de quadros que nasceu há 4 anos, de uma paixão minha e de 2 amigas arquitetas. Apesar de cada uma ter seu próprio estilo (uma delas é fotógrafa nas horas vagas, a outra é amante de arte e eu amante do design) nós compartilhamos da paixão pelo minimalismo. A ideia foi delas, e quando me contaram, eu me empolguei tanto que quis entrar junto! As três desenvolvem as artes para os quadros e cuidam da produção, eu sou a responsável pela divulgação no Instagram! A Less me traz leveza e alegria!

 

Você pensa onde você gostaria de estar daqui a 5/10 anos como designer?

R: Eu me questiono muito. Prezo muito pela minha liberdade, minha flexibilidade e pela minha criatividade. Com o Studio Ava crescendo, eu vou me precisar exercer mais o meu lado empreendedor do que o criativo. Lidar com burocracia, custos fixos, funcionários… e vou ter menos tempo para me dedicar a criação, que é o que eu amo. Então preciso achar esse balanço, que eu ainda não sei qual é.

 

Como a gente te acha para te contratar?

R: Pelo perfil do Instagram @_studio_ava ou pelo site www.avadesign.com.br. Nos dois canais vc consegue me enviar uma mensagem, e-mail ou me ligar =)

 

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