Work Hacks: Dicas para Quem Trabalha como Freela

Há quem viva de freelas e não reclame, ama, está sempre cheio de oportunidades incríveis e fazendo todos os jobs acontecerem magicamente. Por outro lado, há aqueles, que por forças maiores, precisam aceitar um, dois (ou vários) freelas, muitas vezes ruins, dos quais não gosta, não se adapta e aí passa por vários perrengues diferentes, perde a paciência, o ânimo e otras cositas más.

A gente sabe que o mercado de trabalho é uma caixinha de surpresas. Desde que comecei o trabalho formal, há mais ou menos quatro anos, sempre gostei de rotina. Me preparar para sair de casa, ter vários insights no caminho pro trabalho, seja o trajeto de 15, 40 minutos ou 1 hora; ter horário pra entrar, pra almoçar e pra sair – isso no mundo ideal, quando a gente consegue sair no horário, rsrs, mas eu não considero isso um problema, dependendo do dia, of course; conversar com os colegas de trabalho para resolver todo tipo de questão, porque sempre fui da opinião de que mais cabeças pensando juntas trabalham melhor.

No entanto, aceitei alguns freelas já no meio desse caminho. Uns foram muito legais, me ensinaram muito sobre um novo modus operandi de trabalho, organização do meu tempo e como lidar com a minha própria companhia, carrego isso comigo até hoje. Também já fui freela dentro de empresa e vivi toda a rotina de trabalho de que sempre gostei, as diferenças só estavam no pagamento e nos benefícios. Mas tive experiências péssimas, em que eu me senti como um robô que só servia para produzir sem parar. Precisei fazer o trabalho dos outros, organizar o meu tempo e o de todo mundo, um verdadeiro caos misturado com falta de profissionalismo e falta de valorização do trabalho do freelancer.

E os perrengues não foram só comigo. Um amigo ilustrador comentou sobre a falta de criatividade dentro do mercado em que ele atua. É preciso ser extremamente comercial e não existe liberdade de criação para fugir do óbvio, o que gera uma dificuldade na hora de encontrar oportunidades legais. Uma amiga que trabalha com social media falou sobre a confusão das funções, muitas vezes a trataram como secretária, sendo que o papel dela é cuidar das redes sociais e não ligar confirmando nada com cliente nenhum.

Mas Fernanda, são só dores? Não! Existem muitos amores também. Eu mesma já tive experiências muito legais – como comentei lá em cima –, tenho amigas que também tiveram e não conseguiram lembrar de nenhum tipo de incômodo como freelancers para me contar. É como tudo na vida, sempre há um lado bom e um ruim. Talvez seja o momento de vida que estamos, ou então as pessoas com que a gente se relaciona profissionalmente, tudo precisa ser analisado.

Entrar bem para esse universo é possível pela sorte de cruzar com gente bacana na hora de prestar os seus serviços, ou então pesquisando muito bem que tipo de trabalho – ou dor de cabeça – vale a pena na hora de encarar um job. Acredito que uma boa análise de oferta além de uma boa conversa tornam o freela muito bom para ambas as partes.

P.S. Work Day Routine com Fernanda Zemel, co-founder do Women Creating

Fernanda Juliano

by Fernanda Juliano

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