Planejando uma staycation

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“I learned a long time ago that trying to micromanage the perfect vacation is always a disaster. That leads to terrible times.” – Anthony Bourdain

Por conta da rotina do doutorado tem sido difícil planejar viagens ou pequenas escapadas para qualquer lugar. Confesso que nunca fiquei tão amedrontada com uma pauta como quando li “Plan a Summer or Winter Stay”. Tentar ter controle absoluto sobre tudo, especialmente em relação à viagens, não dá muito certo. A graça da viagem, como dizia um amigo, reside especialmente nas surpresas que encontramos pelo caminho quando perdemos o controle, assim como a vida no geral. 

Pensei nas duas últimas viagens que fiz: uma à Chicago, que não planejei quase nada, apenas à ida à alguns edifícios emblemáticos da Arquitetura Moderna, e uma viagem à New Orleans, que eu tentei planejar segundo a segundo mas que até vôo cancelado teve. Eu amei as duas, e viveria as duas de novo, no entanto, faria a de New Orleans menos planejada, acredito que meu amor pela cidade teria vindo antes. 

Planning a stay-cation

Achei que não indo viajar eu ficaria menos ansiosa para curtir a minha staycation (ao contrário de uma vacation, é quando você fica na sua casa ao invés de ir viajar, mas está de férias, ou de semi-férias). Mas logo vi que minha ansiedade é crônica e para reduzir os efeitos dela, preciso de planejamento.

Meu primeiro passo ao planejar uma viagem é pensar na finalidade da mesma: É pra descansar? É pra estudar/trabalhar? É um mix dos dois? Quem vai comigo? “Mas, Helena, se você vai falar sobre stay-cation, porque falar sobre viagens?” O processo é bem similar. Você vai ficar na sua cidade por que o trabalho pode precisar de você? Por que precisa descansar? Vai ficar sozinha? Acompanhada? Muitas perguntas!

Pense nelas para começar, e aqui vão as minhas dicas para planejar a sua stay-cation:

1. Buscar por lugares novos que você está querendo ir há tempos. Tem algo novo na sua cidade que você ainda não conhece? Uma loja diferente que você no insta? Um café ou bar?

Busque pelos lugares que revivam sua memória afetiva. Passei duas semanas na minha cidade natal no final do ano. Devo confessar que ir na franquia da cantina da escola me trouxe memórias deliciosas. Há quantos anos eu não me permitia comer uma coxinha maravilhosa como aquela?! Na verdade, acho que nenhuma coxinha superou o sabor daquela coxinha que eu comia no intervalo quando tinha meus 10-12 anos. 

2. Procurar por atividades que você não fez ainda porque sua rotina não permite. Pode ser aquela aula de yoga no parque ou no estúdio que sua amiga frequenta e já te convidou. Faça o curso de culinária daquele restaurante que você ama, a aula de pintura no atelier do bairro. Convide as amigas para um jantar diferente, você não precisa fazer, pode pedir naquele restaurante que todo mundo falou e você ainda não experimentou.

3. Inclua novidades nas tarefas do dia a dia. Testar uma receita nova ao invés de cozinhar algo que você sempre faz. Tenha momentos guilty pleasure, tipo fazer uma maratona de The Crown ou Mrs Maizel com chocolate quente e pipoca (substituir por uma comfort food mais verão) pode ser super divertido ou passar a tarde na piscina lendo Vogue e tomando rosé. Aliás, o único jeito de aproveitar a minha piscina é quando fico em casa nos feriados. Ficar em casa não é sinônimo de boring, pode ser super fun!

4. Memórias de infância. Se você tem crianças em casa, filhos, afilhados, sobrinhos, tente resgatar atividades que você fazia quando tinha a idade deles. Recentemente passei tempo com meus afilhados, fizemos várias atividades vintages. Jogos de pebolim, futebol de botão, ou simplesmente mostrar vídeos do N’sync para a minha afilhada, que é super fã do Justin mas nunca tinha visto a versão “cabelo de miojo”, rendeu muitas risadas e momentos fun. 

5. Peça dicas! Nem todos frequentamos a cidade da mesma forma, pedir dicas sobre atividades com amigos pode ser uma boa forma de redescobrir a própria cidade. Às vezes você vai descobrir lugares a 40 minutos de distância que valem a pena conhecer e você nem imagina que existia. Seja um blues na montanha na divisa do estado, ou aquela colônia finlandesa que tem um rodízio de fondue maravilhoso… 

Stay-cations podem ser super legais, é só encarar isso de uma forma diferente, recentemente fiz isso e super recomendo. Eu amo viajar, mas meu lado super apegado à família agradeceu e muito! Fiquei tão feliz. Abra espaço para o acaso e deixe a sua própria cidade surpreender e aproveite para descansar para recuperar as energias. 

Você já fez isso? Se tiver dicas para uma stay-cation em São Paulo (e Campinas) queremos dicas! Deixe um comentário. 

P.S. Você tem um ritual de volta de viagem? and Quanto Pesa sua Bagagem? Sobre Voltar de Viagem e se Encaixar

Helena Vilela

by Helena Vilela

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