IMG 1651 - Seu Desejo de Comprar Mudaria se Você Deletasse o Instagram? An Investigation...

Entrei para o Instagram logo que lançou a plataforma e, desde então, o consumo diariamente – maybe way more than I should. Obviamente que, no início, no auge dos meus 14 anos, usava muito mais para postar foto no espelho fazendo biquinho com as minhas bffs do que qualquer outra coisa. (Agora pensando, talvez não tenha mudado tanto assim rs). Anyway, hoje, trabalhando com moda, o Instagram, além de uma rede social pessoal, também me ajuda muito como ferramenta de trabalho e, de quebra, ainda serve de combustível para o meu (pequeno) vício em compras.

Everybody stay calm, não sou uma shopping addict como em “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (apesar de que montar carrinhos imaginários é sim um dos meus prazeres da vida). No entanto, como sou bastante ativa na rede, acabo sendo bombardeada por informações e inspirações o tempo inteiro. Vejam: vamos supor que eu tenha salvado a foto de uma menina escandinava da qual não faça a menor ideia de quem seja, mas daria de tudo para ter uma bota como a dela. Fico com a bota na cabeça e, conforme vou clicando em outras fotos com botas parecidas, o Instagram entende que tenho interesse nesse tipo de conteúdo. Em questão de segundos, meu feed é inundado por botas, com mil e uma opções de compra. Como? Me digam! Como não me render?

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Muitas vezes eu nem estou em busca de algum item desejo. Mas, quando dou por mim, já me encontro imersa nesse looping obsessivo achando que é o destino me incentivando a comprar a bendita da bota. Praticamente ignoro o fato de que o app nada mais é do que um algoritmo que mapeia meus interesses e não um vidente.

Logo, aí vai um questionamento para vocês, dear readers: seu desejo de comprar mudaria se você deletasse o Instagram? Vamos refletir juntos. Eu, particularmente, nunca deletei o Insta. O app em si, já. Apenas por períodos curtos, como, por exemplo, durante uma semana de prova no colégio na qual perdia muito tempo me distraindo com besteira. Mas nunca a minha conta. Por nunca ter experienciado isso, não consiga escrever com tanta propriedade, mas como sou usuária ativa e compradora assídua, talvez possa contribuir sim.

Lembro de uma vez, no ano passado, que parei uma mulher no mercado para perguntar de onde era o vestido que ela estava usando. Acabou que nem ela sabia. Disse que tinha ganhado de presente há tempos e nem marca tinha. Esse tipo de situação, de ver algo em outra pessoa e sentir o desejo de adquirir também já aconteceu comigo algumas vezes. Sou bastante observadora. Ainda assim, tenho uma colocação a respeito disso: se a mulher do mercado soubesse de onde era o vestido e, suponhamos que fosse uma loja qualquer de rua, sem e-commerce, longe da minha casa. Será que mesmo assim eu teria ido atrás para comprá-lo? Teria tido motivação e vontade suficientes para me deslocar até a loja, gastar meu precioso tempo só para ter aquela peça? Acho difícil…

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Agora, se eu tivesse visto uma foto dessa mesma mulher com o referido vestido no Instagram com a identificação da marca (ou na ausência dela, reviraria o perfil em busca dessa informação e acabaria me perdendo no caminho me apaixonando por outras peças on the way), provavelmente curtiria a foto e passaria a ver milhares de outros vestidos parecidos. O algoritmo começaria a fazer seu trabalho a partir do meu like ou com o post salvo e lá estaria eu no tal do looping, como o da bota, que mencionei acima. E aí, meus queridos, estaria mais uma vez a apenas um clique de distância de efetuar a compra. Não perderia tempo nem para pegar meu cartão já que, muitas vezes, ele já está salvo. Nos deparamos com a famosa compra por impulso, da qual sou perita no assunto.

Contudo, no final das contas, ainda acho o Instagram extremamente útil. Para mim, pelo menos. Trabalhar com moda é o mesmo que trabalhar com comportamento. Observar o que o mundo está fazendo, usando, falando e pensando. E o app me faz o favor de sintetizar tudo isso! Só basta eu demonstrar um pouco de interesse no que seja.

Agora, sobre as compras, paciência… Talvez a solução seja descadastrar meu cartão do celular e escondê-lo de mim mesma…

Now, o que vocês acham sobre? O Instagram incentiva o consumo? Já deletaram o app ou a sua conta alguma vez? Sentiram diferença? Contem-me nos comentários!


English Version

I signed up for Instagram right when the platform came out and, ever since, I´ve used it daily – maybe way more than I should. It´s obvious that in the beginning, at the height of my 14 years, I used it more to post my selfies with “duck face” in front of the mirror with my bffs than anything else (now, as I look back, maybe it has not changed that much, lol). Anyway, nowadays, working with fashion, besides being a persona social media, Instagram also helps me as a work tool, as well as fuel to my (small) shopping addiction.

Everybody stay calm, I am not a shopping addict like in “Confessions of a Shopaholic” (even though fulling imaginary shopping carts is one of my pleasures in life). However, as I am highly active online, I end up being bombed by information and inspiration all the time. You see, let us pretend that I saved a picture of a Scandinavian girl that I have no idea who it is, but that I would give everything to own a pair of boots just like hers. Those boots are on my mind and, as I keep clicking in other photos with similar boots, the Instagram will understand that I have interest in these types of content. In matter of seconds, my feed is flooded with boots, with a thousand and one buying choices. How? Tell me! How not to surrender?

A lot of times I am not even after a desired item. But when I realize I am already involved in this obsessive looping thinking it is destiny leading me to by the f… boot. I practically ignore the fact that the app is nothing more than an algorithm that maps your interests and not a fortune teller.

So, there goes a question for you, dear readers: would your desire to buy change if you deleted Instagram? Let´s reflect upon thin together. I, particularly, have never deleted Insta. The app per se, yes. For short periods of time like, for example, during a week of exams in school while I used to distract myself too much with silliness. But never my account. Since I have never experience that, I can not write with total certainty, but as an active user, maybe I can contribute.

I remember once, in this past year, I stopped a woman at the market to ask her the brand of the dress she was wearing. She ended up not knowing. She told me she got it as a present a while ago and that it didn’t really have a brand. These types of situation, of seeing someone and wanting to buy something has happened before to me a few times. I am very observant. Still, I have something to point out: if this lady from the market new the name of the dress´s store and, let´s pretend it was from a street store from an unknown brand, with no ecommerce, far from my house. Would I go buy it? Would I have enough motivation and will to go out of my way to find the store, spend my precious time just to go get that piece? I find it hard to think so…

Now, if I had seen a picture of the same woman with the said dress on Instagram mentioning the brand (or if not, I would certainly turn her profile upside down until I found that information, and probably would lose myself on the way falling in love with other pieces of clothes), I would probably “like” the photo and start seeing thousands of other similar dresses. The algorithm would start to do its job starting with my “like” or with the saved post and there would I go, in the dress looping, just like the boot one that I mentioned above. And so, my darlings, I would find myself once more a click away from the purchase. I wouldn´t even take a second to get my credit card since a lot of times it is already saved. We are faced with the famous impulse purchase, on with I am an expert on.

Nevertheless, at the end of the day, I still think Instagram is extremely useful. At least for me. Working with fashion is the same as working with behavior. We must observe what the world is doing, wearing, talking and thinking about. And the app does me the favor of summarizing all that. I just must show a little interest on whatever.

Now, about shopping, we must have patience… Maybe the solution is to delete my credit card from my phone or hide it from myself…

Tell me, what do you guys think about this? Does Instagram incentive consumption? Have you ever deleted the app or your account? Did you feel different? Tell me about it in the comments!

Photos: Olivia Frost 

  1. OMG, me identifico muito com esse post. Minhas últimas compras foram todas impulsos de Instagram… eu não me arrependi e foram poucas, mas nem saberia da existência de uma loja da Galicia na Espanha que faz blusas sobre medida não pelo gram =/

  2. Com certeza compro agora, durante a pandemia, coisas que de outra forma não compraria!

    Mas não acho ruim pq movimenta a economia! Acredito que quem.não foi para o Instagram, perdeu muito dinheiro neste ano que passou.

    Inclusive eu, que não comprava pela internet, agora super que aprovo!

  3. Adorei o texto. Acho q é por aí sim. Já comprei mta coisa legal pelo insta. Mas pesquiso mto antes de comprar. E já descobri mta loja com produtos bacanas q se não fosse la divulgação do insta talvez nunca conhecesse.

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