como meditar
foto: pinterest

Olá Leitoras, me chamo Talita Campoi Marinho, eu vou contar um pouquinho para vocês da minha experiência Meditação e  como meditar mudou a minha vida.

Sempre fui uma criança hiperativa e sofri muito com isso. Desde o déficit de atenção (DDA) na sala de aula até a energia excessiva dentro de casa. Com uma avó materna japonesa, aos 9 anos ela me apresentou a pintura em porcelana. No ateliê com a minha batian e suas amigas, pintar porcelana sempre foi algo muito divertido e fundamental para me ajudar na concentração, acalmar a mente, focar na pintura, ter o pulso firme e ao mesmo tempo delicado para manobrar o pincel. Acreditem, descobri que esse foi meu primeiro contato com a meditação.

Quando mudei para São Paulo para estudar  – sou de Araçatuba, interior do Estado – tudo mudou. Tive duas crises de gastrite, me alimentava mal e vivia o stress que a vida na cidade grande te condiciona.

São Paulo te engole e não tem saída para o Mar. Então o jeito foi “me editar”.  Voltei a me reconectar com a natureza, aprendi a meditar e praticar yoga for real e buscar uma alimentação saudável.

Lembro que minhas primeiras práticas meditativas me levavam a um sono realmente profundo e eu adorava essa mudança. Descansava de verdade. Saía da aula sem vontade de conversar e olha que eu sou tagarela. Que paz! Dormir com tranquilidade, sem ser um sono agitado.

Consegui editar uma “doença” para uma cura eterna e nunca mais tive crise de gastrite. Confesso que o álcool eu deixei aos 30 anos. Foi uma promessa que se tornou um hábito saudável e só tenho que agradecer todos meus esforços. Ou seja, é possível e tudo está na força do querer. Se podemos ir pelo amor e não pela dor, melhor ainda rs.

Em 2018,  vim para Barcelona fazer um mestrado m Gestão Cultural e Artes na UiC (Universidade Internacional da Catalunya) e optei por me enraizar e reconstruir minha vida por aqui. A meditação ainda é parte fundamental da minha vida, e foi aqui, mais perto do mar, que realmente consegui encontrar o meu lugar para acalmar a mente. Blue Mind!

 

Como Meditar? Passo a Passo para Começar

ACALMAR A MENTE

A palavra meditar significa o tranquilizar da mente. A ideia do ato de meditar é o de criar, cada vez mais, um espaço entre um pensamento e outro. Respirar fundo e com calma é o “trabalho” principal dessa atividade.

CONFORTO EM PRIMEIRO LUGAR

Use roupas confortáveis e procure estar em um ambiente tranquilo em que você possa sentar ou deitar de maneira confortável. Se necessário, coloque fones de ouvidos, num volume adequado, com mantras ou sons da natureza, seja cachoeira, barulho de chuva ou Mar. O que preferir! Isso te ajudará a mergulhar para dentro.

RESPIRE COM ATENÇÃO

Relaxe, feche os olhos e coloque suas mãos no alto do peito e no abdômen e siga o caminho da sua respiração. Concentre-se e sinta como seu peito e baixo ventre sobem e descem com o ritmo da sua respiração.

Perceba como o ar passa pelos seus pulmões e se ela está no alto, médio ou baixo abdômen. O ideal é senti-lo nesses três níveis de modo profundo e longo. Tome seu primeiro gole de ar, agora de forma mais consciente e atenta, deguste-o, sinta-o invadindo seu corpo, tocando-o até o começo da garganta e, aos poucos, sem pressa, comece a soltá-lo. Você pode repetir isso inspirando contando até 5 e expirando contando até 10.

OBSERVE

Observe como flutuam seus pensamentos, mas sem julgá-los ou conversar com eles, apenas os deixem fluir. O objetivo da meditação não é limpar sua mente, pois ela inevitavelmente vagará, portanto, para “não pensar sobre eles”, focalize sua atenção em sua respiração.

Caso venham recordações negativas de momentos e pessoas, inspire ainda mais fundo e ao soltar, solte o perdão também.

AGRADEÇA SEMPRE

No final da prática, agradeça a si mesmo por provar algo novo, por tirar 15 minutos do seu dia para sua saúde mental e tente fazer disso um hábito. A prática leva a perfeição e você vai sentir seu metabolismo pedindo cada vez mais essa paz.

 

Se você quer introduzir a meditação na sua vida, eu sugiro começar com 10 a 15 minutos por dia. Se ficar muito puxado, tente pelo menos uma vez por semana. Outra dica é escolher um final de semana para sair da cidade e se conectar, verdadeiramente, com a natureza.

 

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