Career Girl: Amy Williams, Production Designer da Série WeCrashed. Sobre os Fundadores do WeWork, Adam Neumann e Rebekah Paltrow Neumann

Lolla Team

O Lolla conversou nesta semana com a super Amy Williams. Set designer, ela trabalha com filmes e sets de gravação de renomadas obras audiovisuais, foi a responsável pelo set da terceira temporada de Master of None e pela série WeCrashed da Apple que conta a história dos fundadores do WeWork, está com filmes catalogados no Netflix e  já participou de obras vencedoras de prêmios internacionais. Nesse Q&A, Amy contou detalhes de sua carreira e como é o behind scenes. Let’s read?

O set da série WeCrashed 

 

Q. Afinal, o que você faz exatamente? 

Sou uma Designer de Produção que trabalha com Filmes e Televisão. Sou a responsável pelo aspecto visual de um filme. Eu trabalho juntamente com produtores, diretor, cineastas e figurinistas para elaborar uma produção cinematográfica interessante e coesa para uma narrativa específica de um projeto. Eu desenho os sets, encontro os locais, escolho a paleta de cor, basicamente tudo o que você vê nas câmeras, exceto os atores, além de os espaços que ocupam e as coisas que seguram em suas mãos. 

Eu supervisiono uma equipe grande e talentosa de criadores e produtores, incluindo: o Departamento de Artes, os Diretores de Arte, Cenógrafos, Departamento de Decoração, Departamento de Adereços, construtores e montadores do set, pintores paisagistas, designers gráficos,  coordenadores e os responsáveis pela animação, composição e iluminação de Arte. 

Q. Como você conseguiu esse emprego? 

Eu comecei com uma graduação em História da Arte e me mudei para Nova Iorque para estabilizar a carreira no mundo da arte. Eu trabalhei nessa área por alguns anos, mas eu senti falta do meu lado criativo, então entrei em um estágio no departamento de arte de um pequeno e independente filme. Eu amei filmes e realmente me inclinei para as pessoas e as possibilidades criativas. Foi um simples clique e englobou todos os meus múltiplos interesses. 

Q. Como é um dia típico nos sets de gravação/nas cafeterias/em casa? 

q&a LOLLA AMY WILLIAMS Não há um dia típico. Isso varia muito de projeto para projeto e as mudanças durante os estágios de produção. Eu normalmente começo com um trabalho ou uma oportunidade de entrevista em um projeto. Então eu leio o roteiro e me encontro com a equipe, frequentemente com o diretor e/ou o produtor do projeto. 

Se damos um match com as ideias, eu começo o trabalho com um mergulho no roteiro e um projeto de pesquisa. Eu falo com o diretor sobre a visão deles e compartilho ideias. Eu me encontro com os produtores para discutir elementos de logística, como o orçamento, localização e o recrutamento. Essa é a primeira parte do período de preparação. Eu normalmente sou uma das primeiras a ser contratada depois do diretor, os responsáveis pela produção junto com um gerente do local. Eu compartilho minhas ideias e conceitos com o time, desenho minhas ideias de certas construções de set, a coloração, o design interior, escolher as locações para achar o “look” certo para a história. Eu contrato os membros da minha equipe. O período de preparação é vital e é onde as sementes começam a crescer.

Uma vez que começamos a gravar, eu vou migrando em vários sets e cenas. Tem muito o que sustentar, supervisionar e comunicar durante essas filmagens. Os dias são longos, frenéticos e emocionantes e eu raramente fico no escritório nesse momento. Enquanto estamos ativamente filmando, eu começo meu dia no set e “abro” o ambiente com a equipe e o diretor. Se o tempo me permite e eu não estou preparando mais uma série de outros sets, eu vou ficar no set durante as filmagens conforme decidimos a forma e composição das variações dos elementos de arte na câmera. 

Q. O que você mais ama no seu trabalho?

Muita coisa. Mas, no fundo, ser uma storyteller. Eu amo que todo projeto é diferente, eu amo ter um impacto visual em cada história. Eu amo criar mundos, eu amo as pessoas envolvidas nesse processo de filmagem. Eu amo toda a pesquisa e a variedade de coisas que aprendo durante o processo. Eu amo trabalhar em diferentes partes do mundo e conhecer lugares que a maioria das pessoas provavelmente nunca verá. É o trabalho perfeito para quem é curioso e ama explorar o mundo e a natureza humana. 

Q. Qual foi a melhor decisão que você já tomou em sua carreira?

O primeiro filme que projetei, KEEP THE LIGHTS ON. Ira Sachs era a diretora e a história tinha muito significado e possibilidades. Me instigou sobre a importância de trabalhar em projetos qualificados com pessoas respeitosas, interessantes, acolhedoras e inspiradoras.

Q. Qual foi a pior decisão que você já tomou em sua carreira?

Inicialmente, eu trabalhei em um videoclipe e foi um pesadelo. Eu era muito inexperiente para saber que aquilo estava destinado a fracassar. Eu fui pressionada por mais orçamento e por mais habilidades do que eu poderia oferecer naquele período. Além disso, as pessoas envolvidas no projeto eram nojentas e desprezíveis. Mas no fim das contas isso me ensinou algumas lições importantes, então eu não me arrependo de nada – mas não deixou de ser uma experiência horrível. 

Q. O que você faria se não fosse isso?

Esse é verdadeiramente meu emprego dos sonhos e eu sou muito grata por ter me encontrado nisso. Eu nem sabia que essa função existia quando eu estava na escola. É simplesmente perfeito para mim. Se eu não estivesse trabalhando com isso, talvez estaria desenhando e decorando casas de férias ou hotéis em locais distantes.

Q. Como você organiza seu tempo?

Listas, listas de prioridade e prazos limites. 

Q. Qual superpoder você acha que possui no trabalho? 

Eu sou um poço de inspirações e ideias quando estou em um projeto. Eu também sou uma pessoa bem calma e paciente. Eu fico estressada, mas raramente demonstro.

Q. Qual a sua maior fraqueza?

Talvez não seja tão convincente, mas trabalhar demais e ignorar minha vida real e minha saúde. Eu entro de cabeça no projeto. Estou melhorando para ter um melhor balanceamento entre vida e trabalho conforme vou ficando mais velha. 

Q. Como você toma decisões?

Instintos são a chave.

Q. O que você lê?

De tudo. Livros, revistas e sites mais relacionados ao design. Eu sempre dou uma olhada nas trades em cada manhã e na Times. Também sou fã de história e literatura clássica. Mas honestamente, o que mais leio é sobre pesquisas para meu projeto. As últimas poucas coisas que li foram para as filmagens que estou trabalhando agora, chamada BEING MORTAL. O livro BEING MORTAL, uma obra de Phillip Roth, e THE DEATH OF IVAN ILYICH, de Tolstoy

Q. Qual o segredo para chegar onde você está hoje?

Acredite em seus instintos.

Q. Em qual parte do dia você se sente mais produtiva?

No fim do dia depois que todos deixam o escritório. Eu gosto desse tempo sozinha.

Q. Quais são as ferramentas que você usa para melhorar sua produtividade?

Priorizando minha agenda dos maiores para os menores desafios. O Dropbox me ajuda a me manter organizada. Meu celular é minha ferramenta para tudo. Estou constantemente tirando fotos e buscando informações.

Q. Paper planner ou Google Calendar? 

Um gigantesco calendário de parede da agenda de gravação e meu time prepara e programa os dias/horários. Eu também uso google calendar, em que normalmente nosso Coordenador do Departamento de Arte organiza.

Q. Com qual outfit você se sente mais poderosa para trabalhar?

Eu normalmente visto vestidos com mais frequência, com botas e uma jaquetinha leve ou blazer. O look tem que ter bolsos.

Q. Qual foi a melhor experiência que você já teve no trabalho?

São muitas para nomear. Trabalhar com a equipe e fazer MASTER OF NONE foi um dos maiores destaques da minha carreira.

Q. Work snacks? 

Nozes, queijo e chocolate.

Q. Quem é você no escritório? 

Eu mesma.

Q. O que você busca quando está contratando alguém para sua equipe?

Entusiasmo pelo projeto e seus papéis. Gentileza, organização, tendências de alto nível de estética e designs similares, humor ajuda, pouco drama, profissionais motivados que tomam responsabilidade por seus respectivos papéis e funções, boa comunicação. Eu também valorizo diversidade e presenças femininas na minha equipe. 

Q. O melhor e o pior lado de trabalhar com a família? 

Gestão de tempo entre os dois. Eu amo minha família e amo meu trabalho. Eu quero ter/estar e valorizo os dois. Eles me fazem uma pessoa melhor. 

Q. Como você concilia o trabalho com a maternidade?

Essa indústria é tão ignorante e pouco receptiva quando se trata de família e ter uma vida fora do ambiente de trabalho. As horas excessivas chegam a ultrapassar 60+ semanais. Mulheres ainda fazem menos e desempenham menos papéis em posições de liderança. Ainda existem muitos preconceitos relacionados a mulheres que têm filhos porque o sistema tem se desenvolvido assim ao longo dos anos. 

É praticamente impossível planejar sua vida em torno de um projeto. Eu não acredito que eu poderia ser uma mãe que trabalha sem ter suporte de um parceiro (não a indústria),  professores, creches e família. 

Q. Sua última obra, MASTER OF NONE, foi tão impressionantemente executada que a gente quase pôde tocar os sentimentos dos personagens. Mas nesse caso vocês estavam trabalhando com personagens ficcionais, e havia tela em branco para você e sua equipe trabalharem. Foi um desafio construir o set para pessoas reais?

Obrigada! Eu me orgulho muito do resultado da 3ª temporada de MASTER. Eu amo planejar ficções, mas a pesquisadora e historiadora que existe em mim se encanta com o processo de recriar e explorar a verdadeira vida das pessoas. Eu gosto de parâmetros criativos nesse sentido. Eu amo a psicologia e a busca por informação. 

Mas quando você recria eventos reais, você precisa fazer isso em uma linguagem visual e cinematográfica que se baseiam na história real. Você precisa construir mundos que estimulem os atores e a equipe com os aspectos estéticos em geral. 

Então você embeleza, aprimora e dirige a história com um design em mente. WECRASHED foi uma larger-than-life história sobre excesso e perfeita para possibilidades extraordinárias de design. Eu acredito ser muito sortuda por ter tido um design playground e todo o apoio da Apple e seus produtores.

Q. Como foi seu processo? Que tipo de pesquisa você fez?

Eu li muito sobre o WeWork e os Nuemanns com o que foi publicado na mídia, me aprofundei nas trends e detalhes de antes dos anos 2000. Eu enchia minhas paredes com pesquisas e inspirações da vida real nos escritórios do WeWork.  

Aqui estão algumas fotos minhas do escritório:

 

Q. Você descobriu alguma curiosidade sobre o dia-a-dia que foi reproduzido no set?

Oh, com certeza. Eles são personagens super interessantes e complexos. Anne Hathaway tinha um pesquisador que tinha um monte de ideias, insights e histórias. Nós escolhemos os livros favoritos sobre elementos espirituais dos interesses da vida real da Rebekah.  Comidas que eles consomem. Música que eles escutam. Tem um monte de ovos de Páscoa pela casa deles e pelos sets.

 


Now, the same, but in English. Have fun!

Q. So tell us, what do you do exactly? 

I’m a Production Designer who works in Film and Television. I’m in charge of the visual look of  a film. I work closely with the producers, director, cinematographer, and costume designer to  craft a cohesive and interesting environment for the specific narrative of a project. I design the  sets, find the locations, chose the color palette, basically everything you see on camera that except the actors, apart from the spaces they occupy and the things they hold in their hands. I  over see a large and talented team of crafts and production people including: The Art  Department, Art Directors, Set Designers, Set Decoration department, props department,  Location Department, Set Builders, Construction, Scenic Painters, Graphic designers,  coordinators, and art related rigging and lighting. 

Q. How did you landed this job? 

I started out with a degree in Art History and moved to New York to establish a career in the  art world. I worked in that field for a few years, but I missed flexing my creative side, so I took  an internship within the art department on a small independent film. I loved film and really  gravitated to the people and the creative possibilities. It just clicked and encompassed all my  many interests. 

Q. How is a typical day at the office/home office/coffee shop? 

q&a LOLLA AMY WILLIAMS There is no typical day. It changes from project to project and shifts gears during different  stages of production. I usually start with a job or interview opportunity on a project. Then I  read the script and meet with the team, usually the director and/or producer of the project. If  it’s a match, I start the job off with a deep dive into the script and the research side of the  project. I talk with the director about their vision, and we share ideas. I meet with the producers to discuss logistical elements such as budget, location and staffing up. This is the early  part of the prep period. From there I’m usually one of the first to be hired after the director,  key production heads and along with a location manager. I share ideas and concepts with the  team, draft ideas of certain set builds, color stories, interior design, scout locations to find the  right “look” for the story. I hire my key crew members. During that stage I’m often in a scout  van or in the office taking meetings. The prep period is vital and where the seeds start to grow. 

Once we begin filming, I jump between various sets on location and at a stage. There’s so much  to maintain, supervise and communicate during filming. The days are long, hectic, and  exhilarating and I’m rarely in the office at this point. While we are activity filming, I start my day  onset and “open” it with the director and team. If time permits and I’m not prepping several  other sets, I will stay on set during filming as we establish the look and the composition on  camera of various art elements and props. 

Q. What is it that you love about your job? 

So much. But when it comes down to it, being a storyteller. I love that every project is  different, I love having a visual impact on a story. I love crafting worlds, I love the people  involved film making, I love all the research and the variety of things you learn about along the  way. I love working in different parts of the world and getting to see into places most people  never see. It’s the perfect job for anyone who’s curious and loves exploring the world and human nature. 

Q. Which was the best decision that you ever made career wise? 

The first film I designed, KEEP THE LIGHTS ON. Ira Sachs was the director and the story had so much meaning and possibility. It instilled in me the importance of working on quality projects with kind, interesting, supportive, and inspiring people 

Q. Which was the worst decision that you ever made career wise? 

I worked on a music video early in my career that was a total nightmare. I was too inexperienced to know that it was destined to fail. I was asked for more than the budget or my abilities at the time could support. Plus, the people involved were miserable and nasty. But ultimately it taught me some valuable lessions, so I don’t regret a thing, but man was it an awful experience. 

Q. What would you do if not this? 

This truly is my dream job and I’m grateful to have found it. I didn’t even know this role existed when I was in school. It just suits me so well. If I wasn’t doing this maybe designing and  decorating vacation homes or boutique hotels in distant locales.

Q. How do you organize your time? 

Lists, list priorities and deadlines

Q. What do you think is your superpower at work?

I’m a vessel for inspiration and ideas when I’m on a project. I’m also a pretty calm and patient person. I get stressed but I rarely exhibit it.  

Q. What do you think is your biggest weakness? 

This might sound lame, but over-working and ignoring real life and my health. I get so  entrenched in the work. I’m working on and getting better at the life/work balance as I get  older.

Q. How do you make decisions? 

Instincts are key. 

Q. What do you read? 

Everything. Mostly design related books, magazines, and websites. I always dip into the trades  each morning and the Times. I’m also a fan of history and classic literature. But honestly, I mostly read for research purposes for my project. The last few things I read were for the  filming I’m shooting now called BEING MORTAL. The book BEING MORTAL, A Phillip Roth novella, and THE DEATH OF IVAN ILYICH by Tolstoy.

Q. What do you think is the secret to arrive where you are today? 

Trust your instincts 

Q. At what time of the day do you feel more productive? 

At the end of the day after everyone leaves the office. I like that alone time. 

Q. Which are the tools you use to better your productivity? 

Prioritizing by schedule and from the largest to smallest challenge. Dropbox keeps me  organized. My iphone is my everything tool. I’m constantly take pictures and looking up info.

Q. Paper planner (which? Send pics) or Google Calendar? 

A giant wall calendar of the shooting schedule and my team’s prep and wrap schedule. I also use google calendar, which our Art Dept Coordinator or art director usually organizes. 

Q. With what outfit do you feel more powerful to work? 

I tend to wear dresses most often, with boots and a light jacket or blazer. The look must have  pockets. 

Q. What was the greatest experience you have ever had in your work? 

There are too many to name. Working with the team and making MASTER OF NONE has  been one of the biggest highlights of my career  

Q. Work snacks? 

Nuts, cheese and chocolate 

Q. Who are you at the office? 

Myself 

Q. What do you look for when you are hiring someone for your team?  

Enthusiasm for the project and their role. kindness, organization, high level of aesthetics and  similar design inclinations, humor helps, low drama, self-starters that take responsibility for  their roles and responsibilities, good communicators. I also value diversity and a female  presence within my team. 

Q. The best and worst side of working with the family? (if applicable)  

Time management between the two. I love my family and I love my job. I want and value both.  They make me a better person. 

Q. How to you conciliate work with maternity? (if applicable).  

This industry is very inhospitably and unsupportive when it comes to have a family and life  outside of work. The hours are in excess for 60 + a week. Women still make less and hold few  roles in leadership positions. There are still many biases towards woman who have children because of the system that’s developed over the years. It’s nearly impossible to plan your life 

around a project. I don’t think I could be a working mother without having a supportive  partner (not in the industry) and a village of teachers, family, and childcare assistance. 

Q. Your last masterpiece, MASTER OF NONE, was so impressively executed that we almost  could touch the feelings of the characters. But in that case you were working with fictional  characters, the canvas blank for you and the team to work on. Was it challenging to build the  set for real life people?  

Thank you, I’m proud of what we accomplished for season 3 of MASTER. I love designing for  fiction, but the historian and research lover in me adores the process of recreating and exploring real life people and events. I also like creative parameters in that way. I love the psychology and the  hunt for information. But when you recreate real events, you need to do so in a cinematic and  visual language that support the real-life story. You need to build worlds that support the actors  and team within the means of the production and with the overall aesthetics. So we embellish,  enhance and drive the story with design in mind. WECRASHED was a larger-than-life story  about excess and that makes for some extraordinary design possibilities. I count myself very  lucky to have had that design playground and the support of Apple & our Producers. 

Q. How was your process? What kind of research you did? 

I read up on wework and the Nuemanns with what was published, I dove into the trends and  nuances of the early 2000s. I littered my walls with research and inspiration of real life wework  offices. Here’s some photos of my office:

 

 

Q. Did you find any curiosity about their daily life that was reproduced on the set?  

Oh absolutely. They are super interesting and complex characters. Anne Hathaway had a  researcher who amassed a ton of insight and history. We planted favorite books of Rebekah’s,  spiritual elements from her real-life interests. Foods they ate. Music, they listen to. There are a  bunch of easter eggs planted into their home and office sets.

Thank you so much Amy! 

 

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