O Primeiro Reading List da Cami Cilento de 2022

Quando eu escrevi há algumas semanas sobre resoluções de ano novo eu conclui que o que mais queria em 2022 não era muito diferente do que eu queria nos anos anteriores: tempo de qualidade com as pessoas que eu amo. E nesse final de ano, depois de muita espera e de muito planejamento, eu consegui virar 2021 justamente investindo tempo de qualidade para estar com as pessoas mais importantes da minha vida. Deixei o celular de lado, não postei muita coisa, e foquei em viver o tempo de maneira presente e consciente. Porque a verdade é que o tempo passa realmente sem a gente perceber, então é necessário um esforço sobrenatural para viver o tempo antes que ele se dissolva. O ano é uma coleção de momentos e memórias, de vales e montanhas, de lágrimas e risos, de suor e de vento no cabelo. 2021 não foi diferente e foi um BOM ano. A maior lição para mim foi perdoar o ano que ele não foi e tudo o que não aconteceu porque a pandemia não deixou. Aceitei tudo o que não esperava, desfrutei tudo o que planejei cuidadosamente, senti saudades de todos que não pude abraçar e recebi tudo o que eu sonhei ou não de braços aberto e cabeça erguida. Comecei o ano literalmente abraçada com o COVID, uma grande surpresa que custei a entender. Mas logo muitos momentos iluminados vieram: as vacinas chegaram, as amigas voltaram a visitar, passamos momentos únicos e especiais na nossa pequena família de três, solidificamos muitas novas amizades, reformamos a cozinha, viajamos para novos lugares, voltei ao escritório, reformei a cozinha, e terminei o ano ao lado da minha amada família. 2021 de fato aconteceu e foi maravilhoso, mesmo no meio de tanto que não controlei e de tanto que não consegui fazer. E agora que aceitei tudo o que não aconteceu em 2020 e 2021, eu tento viver 2022 pronta para receber o que ele vai trazer: o esperado e o inesperado. A gente está entrando no terceiro ano da pandemia, e a vida que eu tinha antes está tão distante que já é tempo de aceitar que a “vida normal” realmente se foi, e mesmo que eu não esteja construindo 2022 exatamente como eu gostaria, ainda assim tenho que construir algo de valor, pois não posso me dar o luxo de deixar o tempo passar sem vivê-lo. Feliz Ano Novo a todos e que vocês tenham um ano iluminado.

1. “Catherine Was Great. But Was She a Girl Boss?”, Alexis Soloski para o NYTimes: um artigo muito bom sobre a nova tendencia que produtores em converter mulheres importantes da história em heroínas contemporâneas. Super bem escrito, ótima leitura!2. “I Once Loved Chuck Close. That’s Why I Want to Tell My Story.”, Ali Silverstein para NYTimes: achei esse artigo interessante e ele toca em algo importante sobre as relações amorosas e como a experiência de cada um pode ser percebida de formas diferentes pelos envolvidos. Acho que em tempos de “Me Too” e de tantas mulheres corajosas e fortes ganhando voz e falando mais abertamente sobre os seus traumas e sobre predadores sexuais, um outro lado que precisamos pensar é sobre que tipos de relacionamentos queremos. Uma coisa que a autora escreve que achei super poderoso foi o seguinte: “eu não quero que as pessoas em minha vida escondam os seus desejos de mim, eu quero ser consultada e eu quero ter a opção”.3. “A New Generation Stacks Up Championships in an Old Game: Tetris”, Zach Shonbrun para NYTimes: um fato curioso sobre mim é que eu tenho na minha gaveta da escrivaninha um Gameboy antigo com uma fita de Tetris. É uma das minha possessões mais valiosas e um lembrete da minha infância. Outro dia estava falando sobre isso e sobre como eu amava a músiquinha russa da fita original do jogo, e a mesa toda ficou estarrecida ao descobrir que o jogo era uma criação russa. Na hora pensei: “como assim eles não sabem disso”! Por um minuto achei que a minha referência estava perdida no tempo que passou e me deparei com esse artigo do NYTimes. Não só o jogo não está morto, como crianças estão competindo por prêmios milionários em competições do jogo! Wow!4. “Your DNA Test Could Send a Relative to Jail”, Rafil Kroll-Zaddi para o NYTimes: li esse artigo literalmente com uma caixa do teste de DNA “23andme” que comprei por impulso no Black Friday em cima da minha mesa, só esperando eu tomar vergonha na cara e fazer. Incrível como os bancos de dados de exames de DNA feitos como um passatempo tem ajudado a resolver crimes de décadas atrás. Mega interessante.5. “That Vintage Dress on the Red Carpet? There’s More to the Story.”, Jessica Testa para NYTimes: o meu amor por roupas vintage ou de segunda mão não é nenhuma novidade para quem me acompanha no IG, então vocês imaginam o meu interesse por esse artigo. Uma das maiores razões pelas quais eu amo meus achados vintage é poder me vestir de forma diferente da massa e conseguir imprimir o meu estilo pessoal sem estar amarrada a peças que meio mundo está usando. Então adorei esse artigo que fala sobre essa tendência entre as celebridades do Red Carpet.

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