Quantas vezes você já deixou de usar uma roupa porque te engorda?

fev 2, 2019
 Image credits: Sex and The City

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Carol queria um tênis trendy, branco, que desse um charme maior para suas produções e que trouxesse o conforto que precisava. Fazia todo o sentido pra ela, que trabalha com arquitetura e, entre um encontro e outro com clientes, ainda coloca seus pés nas obras que visita. Eu sou fã desse estilo. Aliás, a ideia do tênis fashion tinha sido minha, como umas das estratégias que selecionamos para a mudança de seu visual. Mas Carol não é alta. O tênis branco, em determinadas composições, achataria sua silhueta. Fato. Mas isso seria realmente fundamental? Quantas vantagens aquele item daria a ela? Conforto acima de tudo, atitude, estilo mais moderno, praticidade, imagem despretensiosa e charmosa. Valia a pena, não? 

Andrea me mandou uma foto pelo whatsapp. Era mais uma produção que tinha feito por conta própria, após ter passado pela consultoria. Mas, dessa vez, sua dúvida era diferente. O conjunto que vestia era um presente de aniversário que ganhara de seu marido. Muito bonito. E tinha tudo a ver com a Andrea! Seu marido acertou! Mas sua pergunta, como de costume, era se aquela roupa a engordava um pouco. “Sim, um pouco”, respondi. Se fosse demasiado e achasse que aquilo a “prejudicaria”, claro que sinalizaria para ela. Porém, perguntei em seguida “como você está se sentindo?”. De imediato, veio a resposta: “muito bem, adorei!”. Quer algo mais revelador do que isso? Engordar um pouco, para nós duas, naquele momento, não era mais uma questão relevante. A roupa era bonita, tinha seu estilo, elevava sua autoestima e, ainda por cima, arrancaria um sorriso de um marido satisfeito por ter agradado com seu presente. Valia a pena, não?

Fácil concluir, com essas duas histórias, o que quero destacar aqui. Equilíbrio! É possível sempre reunir apenas atributos positivos para atingir a perfeição? Possível, talvez seja, mas bastante limitador. E o que é exatamente a perfeição? Como mostram as histórias da Carol e da Andrea, o conceito de perfeição é bastante relativo. Cada uma definiu suas prioridades e tornou sua decisão perfeita. 

Acho isso encantador e libertador. Mas sei que não é fácil. Eu, mesmo defensora do equilíbrio e da autenticidade, pego-me inúmeras vezes numa busca insana pela perfeição técnica ditada pela sociedade. É quase automático. Quando me conscientizo disso, provoco em mim uma mudança imediata, procurando minha própria versão e encorajando minhas clientes a irem pelo mesmo caminho. 

Acredito genuinamente que a busca pelo que faz sentido para cada uma de nós é um primeiro passo para ir ao encontro de um estilo pessoal mais sólido, coerente e, acima de tudo, cheio de atitude.

O nomes foram trocados para preservar a identidade das clientes da Renata.

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