Quando os Festivais de Música Viraram esse Palco de Tendências? Uma Investigação

abr 4, 2019
  Beyonce, Coachella 2018. Foto reprodução

Beyonce, Coachella 2018. Foto reprodução

by Verônica Mendes

A música sempre foi essencial na minha vida. Como se ela se tornasse muito mais interessante com uma trilha sonora. A música traz outros temperos e aromas. E te transporta seja qual for o destino ou a data.

Semana passada aconteceu o Lollapalooza, em São Paulo. Admito que não tenho mais o mesmo pique de festivais que sempre tive, aqueles com a surpresa do holograma do Tupac, no show do Snoop Dog e Dr. Dree, fechando o final de semana do Coachella, lá em 2012.

 Image: Joseph Llanes for Rolling Stones , Coachella 2012

Image: Joseph Llanes for Rolling Stones , Coachella 2012

As vendas do disco póstumo “Greatest Hits” – lançado em 1998 – dispararam 571%, de acordo com a Billboard, voltando à lista de 200 mais vendidos pela primeira vez desde o ano 2000.

Festivais como o Lollapalooza e o Rock in Rio, Stones e The Police na praia de Copacabana, Madona, ACDC e Paul McCartney lotando estádios, já não causam o mesmo impacto. Mas foi por causa da visão de negócio de um homem, que conhecemos o show business como é hoje.

A magnitude desses eventos, e o impacto que causa nas pessoas desde questões como moda até lifestyle, só me vem um nome à cabeça: Bill Graham. Temido e requisitado, ele profissionalizou os shows de rock.

  Skirball Cultural Center

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Ele não cantava e não compunha, nem tocava instrumentos e fugia de qualquer estereótipo da música. Ele criou o Show Business em meio a uma efervescência cultural dos anos 60, na Califórnia.

É o que mostra a biografia: Bill Graham apresenta: minha vida dentro e fora do rock.

Biografia iniciada por ele (que morreu em um acidente de helicóptero) e finalizada por Robert Greenfield, ex editor da revista Rolling Stones. O livro conta sua história e é essencial para entender o rock dos anos 60 e 70 ou mesmo o show business atual.

Judeu de origem russa, nascido na Alemanha nazista, fugiu para os EUA. Em 1960 vivendo em São Francisco e com tino para negócios, trabalhou com os maiores nomes do Rock, Blues e do Jazz. De Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Doors; a nomes como Led Zeppelin, Rolling Stones, Greatful Dead e Carlos Santana; passando por The Who, Bob Dylan, Crosby Stills and Nash. Ele criou a primeira casa de Shows: Fillmore; e os cartazes que viraram símbolo da divulgação dos shows da época. Bill esteve envolvido em eventos históricos como os festivais Woodstock e Live Aid.

Com depoimentos de pessoas que conviveram com ele como Eric Clapton, Peter Gabriel e Keith Richards o livro apresenta uma visão apaixonada da música. Quem colecionadiscos sabe que o termo “Live At Fillmore East”, pode ser considerado uma grife. São grandesgravações de grandes shows. E a Biografia de Graham conta toda essa história.

À parte das confusões com os Hell Angels e a genialidade para bolar estratégias de marketing e criar soluções criativas dentro do mundo do rock, muito do conceito de festivais como o Lollapalloza é hoje, é atribuída à Bill Graham. Que continua sendo referência da história do rock e dos festivais de música.

by Verônica Mendes

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