BANNER PRINCIPAL TEMPLATE - 4 Livros Escrito por Mulheres

Pandora Sykes e Dolly Alderton foram as minhas maiores companhias no ano de lockdowns. As duas são jornalistas e escritoras inglesas, tinham um podcast que terminou em Dezembro chamado The Highlow, são hilárias, com um humor ácido, não tem muito filtro (a Dolly principalmente) e sabem se divertir e levar a vida à sério se necessário (mas é melhor que não seja). E ambas lançaram um livro em 2020. Não sei se elas eram amigas antes do podcast semanal, mas agora elas viraram work wife de cada uma e é aquele tipo de amizade que se envolve em todos os aspectos da vida, ainda mais quando você ama o que faz e encontra alguém tão envolvida no trabalho como você. Elas são minhas duas favorite British individuals. 

Os outros dois estão na minha lista há tempos, um sobre racismo e o estranho lugar atrapalhado do racismo que você pratica mas não percebe e ainda acha que está ajudando e um último sobre educação, mas não o seu livro regular de educação. É sobre resiliência, força de vontade e a capacidade de ser self thought e auto-suficiente. 

4 Livros Escrito por Mulheres na Minha Book List de 2021

How Do We Know We’re Doing It Right? by Pandora Sykes 

Pandora fala da aflição e ansiedade de ser mulher e fazer tudo de acordo com as nossas próprias expectativas, porque a sensação que dá é que a gente nunca acha que tudo está em ordem, sempre tem algo faltando, a ideia do cobertor curtinho. O excesso de opções e possibilidades gera tamanha ansiedade que o fato de poder fazer tudo, escolher ser qualquer coisa, pode ser overwhelming. O que é bom sobre isso é saber que esse questionamento é global, estamos todas no mesmo barco, tentando sobreviver e ser feliz.

 

Ghosts, by Dolly Alderton

Single ladies, rejoice. O primeiro romance de Dolly Alderton conta a história de uma mulher nos 30 anos, com uma carreira estabelecida que conhece um cara, se apaixona e adivinha? Ele some (de onde vem o nome Ghosts). Um termo comum e incorporado no universo das relações de internet, ghosting virou um verbo e quem pratica normalmente não quer enfrentar o que precisa, seja lá o que for. Pessoas (homens na maioria) fizeram isso a vida inteira, talvez para não ter que lidar com uma situação chata? Fugir de uma DR? Dar explicações? Mas de alguma forma “ghosting” ultrapassou os limites das relações românticas e foi para outras áreas. Ser ghosted por uma amiga dói e você fica tentando entender o que fez de errado, se culpando e procurando evidencias de uma ofensa que você não sabia que cometeu.

 

Such a Fun Age, Kiley Reid

Um dos livros mais comentados do ano passado, impulsionado pela Black Lives Matter e todos os outros movimentos que vieram depois da morte do George Floyd e da Breonna Taylor, Such a Fun Age conta a história de duas mulheres em lados opostos do racismo e das relações de trabalho. Emira que é uma mulher negra, english-major, que vem de uma família de craftmanships , é a babysitter da Alix, uma blogueira feminista, branca de classe média e obcecada por manter sua relevância nas redes sociais. O livro é praticamente uma sátira de como as pessoas privilegiadas se atrapalham querendo defender os direitos das minorias, por pura falta de conhecimento e excesso de boas intenções regadas à vaidade. Uma boa reflexão em tempos de um Big Brother Brasil tão controverso quanto deste ano que esbarra em todos esses temas.

 

Educated, by Tara Westover

Tara nasceu nos Estados Unidos e teve a infância privada de uma educação tradicional e das normalidades de uma vida mundana. O retrato de uma familia que acredita em teorias da conspiração sérias e segregados, Tara nunca foi registrada, nunca foi à escola ou a um hospital e para o governo ela não existia. Aos 16 anos resolveu sair de casa e buscar a educação por conta própria, abandonando a família e suas crenças de isolamento. Um dos livros mais recomendados pelo Barack Obama e pelo Bill Gates, está na minha lista há meses.

 

by Rosa Zaborowsky

Editor & Founder of Lolla.

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